terça-feira, 4 de junho de 2013

BORBOLETA VERDE-ESTANHO


BORBOLETA VERDE-ESTANHO

Janilton Gabriel de Souza
4 de junho de 2013

Em meu móvel uma borboleta pousou.
Mas, não era borboleta qualquer.
Era uma borboleta que ousou
A sair de seu habitat e deixar de ser uma qualquer.

Foi estranho vê-la pousar.
Pois, estranha era essa borboleta.
Ela não era como muitas, cor de violeta.
Ela tinha um raro jeito de se apresentar.

Não compreendo ainda porque a achei estranha,
Porque ela me causou tanta manha.
Era estranha e ao mesmo tempo não era,
Era verde como floresta e intensa como primavera.

Borboleta verde, que estranho lhe ver!
Parece que vejo minha ausência de ser.
Parece que vejo mesmo meu estranho.
De tão estranho não sei sua cor, talvez seja da cor de estanho!





2 comentários:

  1. Assim como a borboleta não conseguiu esconder seu charme no móvel por causa de sua cor vibrante, esse poema também está irradiando encanto! Amei! Lindo demais!!! Parabéns!!! :D

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