quarta-feira, 20 de junho de 2012

COR AOS AGEM




COR AOS AGEM
Janilton Gabriel de Souza
19 de junho de 2012.

A vida é uma taça sem medida,
Parâmetro, sem metro.
Um instante, uma qualidade destituída.
Um brilho em um espectro.

Viver nos mete medo,
Porque vai além de nosso dedo.
Viver nos exige coragem,
Para não ficarmos como um carro preso à garagem,
Ou como burros à carruagem.

A vida sempre requer de nós coragem,
A morte um sem-cor-agem!
A morte sem cor, a vida para os que agem.
A vida de cores, a morte para os que não interagem.
A morte aos poucos, a vida em ancoragem!

Vida e morte,
Sonho ou sorte?
Vida colorida,
Morte feito trote.

A vida só pode ser vivida com cor,
Sentida e jamais mantida,
A vida é sentida em seu odor,
Suprimida em sua caída.

A vida nos assusta,
Quando ela se degusta.
A vida nos pede coragem
E não uma miragem.
Brilho e cor àqueles que agem.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

IDEMIA (Ideia)




IDEMIA (Ideia)
Janilton Gabriel de Souza
Essa que é a ideia
De se falar de Arimatéia?
Não, talvez não a partir da fala da Anadeia
Que criou algo a partir naquela colmeia.

Outrossim ou até outros-não.
De que vale uma ideia
Se ela chega em vão?
Em vão, talvez não.
Mas com certeza no vão.
No vão da imaginação, como um lapso de uma ideia.

Todavia, quantas ideias existem?
Um número, uma quantidade...
O que é capaz de denominar as ideias que se têm?
Um rosto, um gosto, uma cidade...
Talvez não seja possível contar-existem.

Se todavia, em todas as vias
Nada se entedia
Tudo que se queria
Por todo esse dia
Era que as ideias persistissem por onde quer que se ia.