quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

DE QUE SÃO FEITAS AS NUVENS?


NUVENS EM NOSSO CÉU

Janilton Gabriel de Souza
Novembro de 2012

Não sei quantas nuvens cabem em sua mão.
Não sei se são feitas de ar
Ou se são feitas de algodão.
Só sei que sempre estão a encantar.

O que sei de nuvens?
Tão pouco, quanto sei de mim.
Não sei o que tens
Se ar ou água, enfim.

Mas, aposto que as nuvens
São feitas de sonhos
Não realizados, que escapam de seus senhores
E se transformam em nuvens.
Quando chove os sonhos 
São devolvidos a seus sonhadores.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PROCURA-SE: SE PROCURA


PROCURA-SE: SE PROCURA
Janilton Gabriel de Souza
26 de janeiro de 2012

O que é que procuro,
No que me seguro.
A dor que suturo,
Do coração já duro.

Qual procura se faz?
Onde jaz?
Para onde se vai?
Por que de si retrai?

Procuro as perguntas certas,
Em meio às palavras desertas.
Procuro nisso que é duro,
Procuro neste vasto escuro.

Uma palavra talvez,
Um sinal para uma próxima vez.
Procuro um sentido,
Um norte que possa ser percebido.

Procuro uma estrela,
Tento entretê-la.
Mas, a busca não é longe, assim o eco responde:
É perto, bem perto que se esconde.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O TEMPO ACABOU


O TEMPO ACABOU
Janilton Gabriel de Souza
23 de dezembro de 2012


O tempo está acabando,
O relógio segue caminhando.
Os minutos passam,
E as lembranças assam.

O tempo está indo em direção ao seu relento,
Não há mais tempo para mentiras,
Nem tentar reviver qualquer intento,
Muito menos ressenti-se em iras.

O tempo está se esgotando,
Talvez seja a última conversa,
A última oportunidade de dizer do que estava gostando
E do que em seu peito agora lhe interessa.

O tempo não se divide,
Nele não há passado, presente e nem futuro,
É sim no tempo que se decide,
As escolhas que se faz acima do nosso muro.

O tempo dialoga conosco,
E nós dialogamos no tempo,
Falamos de nosso enrosco,
Desfazendo do egoísmo posto em um templo.