terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DE REPENTE




DE REPENTE
Janilton Gabriel de Souza
De repente não mais que isso:
O discurso deu lugar à dor.
Mesmo achando que se sabia disso,
Desse terror que o coração sente sem dele saber dispor.

De repente não mais dizia
Da tal academia
Que a mim até então entretia.
Um espasmo e, tudo se foi, se falou só da tal agonia.

De repente... se tira o n, se repete:
A tristeza enclausurada,
Os momentos vividos e agora revividos.
Os instantes perdidos longe de sua MORada.
Distante de serem reinseridos,
Ao aMOR de sua terra, hoje distratada.

De repente... é uma RÉ com um PENTE.
Se volta a essa dor
Para que, por fim, possas então mostrar esse dente.
E com ele externar o valor
Que agora se sente
Por um dia ter apostado que se caminharia muito além de sua dor.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

A VIDA É UM JOGO




A VIDA É UM JOGO

Janilton Gabriel de Souza

A vida é um jogo
Como aquele de futebol.
A vida é um jogo
Que em alguns dias você faz o gol.
E em outros, você faz como eu, rogo.

A vida é um jogo
Que muitos entram em campo
Por causa de todo aquele encanto.
Mas, aos poucos começam a localizar o seu próprio canto.
A vida é um jogo, que pode-se jogar ou ser jogado...
Para fora dele.

A vida é um jogo,
Há zagueiros no caminho
Quando seu desejo é chegar ao gol.
Há pessoas que torcem sem se quer sair do seu ninho.

A vida é um jogo
Há pessoas que jogam para só ganhar
Outras, para se lançar...
Para experimentar o saber achar:
O riso nos erros, o gozo nos acertos.

A vida é um jogo
Que fala de lugares,
De posições,
De regras...
A vida é um jogo
Que você pode ser só o jogador
Ou pode ser aquele que com isso vai se divertir
Como será o jogo? Não dependerá do treinador.
Mas, só daquele que desejar ai estar para brincar e simplesmente ir e rir!

25 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MEU NOME É...




MEU NOME É...
Janilton Gabriel de Souza

Seu nome é de Maria.
Maria de Ana.
Eis o que lhe diria:
Juntar Maria e Ana.
Mas, quem prometeria
Que te chamaria Ana Maria?

Todavia, Ana Maria
Não lhe diz quem você é.
Revela apenas uma face dessa olaria.
Ana que tantas podem ser, mas você não é.

Maria que pode ser a do José
Ou o José da Maria.
Quem sabe o próprio José Maria.
Todavia isso não lhe diz quem tu é.

Você pode ser Maria.
Mas, também pode ser Ana.
Por isso digo, Maria-ANA.
Não mais uma entre tanta Maria.
Afinal só teu nome revela a sutiliza e a imensidão de quando se apaixona
Pelo MAR que se IA ANA.