domingo, 20 de maio de 2012

NADA ALÉM DE NADA


NADA ALÉM DE NADA
Janilton Gabriel de Souza.
12 de maio de 2012.

Nada pior que uma verdade não dita,
Que uma máscara caída,
Que uma noite mal dormida,
Nada pior que a palavra não dita.

Nada pior que sofrer,
Sem querer ao menos saber.
Nada pior que dever,
E não ter dinheiro para se entreter.

Nada pior que deitar,
E não descansar,
Que se achar e se perder em seu próprio cantar.
Nada pior que tentar dormir,
Mas os pensamentos em si não admitir.

Nada... é pior às vezes,
Do que tudo muitas vezes.
Nada é melhor,
Nem tão menos pior,
Pois é apenas NADA.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

POR DENTRO UM ENCLAUSURADO NA PORTA UM ENIGMA




POR DENTRO UM ENCLAUSURADO NA PORTA UM ENIGMA
Janilton Gabriel de Souza
07 de maio de 2012

Toc, toc...
Dindão, Dindão...
Quem é que faz esse toque?
Não dê um de sabidão,
Pois ao abrir podes ficar em choque.

Tu podes acreditar,
Que sabe o que atrás está.
Mas, o equívoco pode aí começar
Ao tornar a suposição uma verdade no ar.

Mais uma vez
O barulho
Ressurge, desagarrado velado em sua nudez.
Todavia, nada se ouviu devido ao seu entulho,
Este impregnado que o chamam de orgulho.

De que vale um barulho
Se o habitante de sua morada não o ouve?
Resta apenas o “ser” entulho,
Este embebecido em e no seu orgulho.

De que se orgulha
Se apenas em si mergulha?
Talvez orgulhe de ser como um estômago que embrulha.
Embrulhado em si como a sua gula.

Ser ideal
Esse que se acha o genial.
Mas, para quê?
Para ser seu próprio igual
E não ter que abrir o portão e ferir seu ideal?

Mas, quem foi esse insistente
Em uma hora daquelas?
Não se soube quem pode ter sido o eminente.
Talvez tenha sido a própria felicidade,
Que persistiu, dando uma outra oportunidade.

Oh! Quem diria...
Hoje então pergunto:
De que valeu todo egoísmo, todo orgulho?
Apenas para mentir para si, deixando escapar sua própria alegria.

Onde tu estavas quando a felicidade em sua porta bateu?
Estava preso ao seu egoísmo e sua dita moralidade.
Que vida ingrata, sem espaço,
Agarrada em seu próprio embaraço,
Sem espasmos de felicidade,
Sem o encanto para viver, sem liberdade.